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SEDA12

A Semana do Audiovisual Campinas 2016, em sua sexta edição na cidade acontecerá de 31 de Julho à 07 de Agosto, em vários espaços da cidade. Esse ano, trará em suas atividades a grande pergunta que todos estão cansados de ouvir e de falar, mas que em sua prática, se demonstra de várias formas interpretativas: “O que São Práticas Democráticas?” No Audiovisual, na comunicação, na cultura, nas estruturas de poder, nos espaços públicos, nos serviços sociais, nos campos de decisão política e no nosso convívio público e privado do cotidiano.

Estão tod@s e tod@s convidad@s para imergir nesse movimento, nessas vivências e nessa troca de saberes que tem como intuito central de construir e compor espaços de trocas e práticas da diversidade social.

Veja a programação completa: https://moinhocoletivo.wordpress.com/programacao-seda/

O QUE É A SEDA CAMPINAS – SEMANA DO AUDIOVISUAL 2016

A Semana do Audiovisual – SEDA, é um festival de audiovisual e multimídias que acontece de forma integrada com outras cidades do Brasil e América Latina. É por princípio um festival alternativo e independente, um evento comunitário, inclusivo, descentralizado e plural, que incentiva e estimula a produção e a discussão de obras audiovisuais nacionais no micro e no macro, numa perspectiva de incidir como tecnologia social para organização, formação e participação de grupos, coletivos e movimentos de cada cidade nas temáticas selecionadas em reuniões abertas e descentralizadas.
 
Tem como intenção produzir, formar, refletir, debater e propor temáticas artísticas, sociais e populares por meio das linguagens audiovisuais nas múltiplas formas de expressão alternativa e marginal. Incentivar também a produção colaborativa e partilhada na construção de espaços cognitivos e interconectados para, por meio de processos e obras audiovisuais, protagonizar outras realidades e narrativas sociais em Campinas-SP, em outras cidades e no âmbito nacional.
 
Tem o intuito de compor em cada localidade na perspectiva de rede SEDAs, a circulação e intercâmbio de filmes, experiências audiovisuais e seus realizadores, programas de web-TV,  rádio, fotografias, imagens, sons e músicas, como também a proposição de formações e práticas em tecnologias e pedagogias livres que possibilitem expressões e produções partilhadas de conhecimento entre @s envolvid@s e interessad@s.
 
Traz a perspectiva de participação, composição e organização das temáticas sociais e populares dentro das potências das linguagens multimídias e, propõe a construção de um debate temático por meio dos atores e protagonistas da localidade. Assim, amplifica e aprofunda os debates e pautas das diversas frentes temáticas de modo a encontrar a identidade e pertencimento das questões sociais colocados entre grupos, coletivos e a ampla sociedade.
 
O conceito da curadoria da Semana do Audiovisual é fazer circular, difundir e debater obras audiovisuais nacionais que tenham um caráter independente e/ou alternativo, que sejam atuais e de interesse social e a partir de temáticas identitárias e subjetivas de grupos, coletivos e organizações que não se sentem representadas nos meios hegemônicos. Construir espaços de diálogo acessíveis, inclusivos, horizontais e democráticos de construções do saber público e comum.

CARTA ABERTA DA SEMANA DO AUDIOVISUAL 2016

QUEM SEGURA O REGGAE?

A Semana do Audiovisual Campinas 2016 traz como demanda de debate para a cidade “O que São Práticas Democráticas? No Audiovisual, na comunicação, na cultura, nas estruturas de poder, nos espaços públicos, nos serviços sociais, nos campos de decisão política e que esses, quando existirem, que sejam para todos e todas.

Pleno 2016, Campinas-SP, a luta pelo direito e pelo acesso aos meios produtivos de comunicação, do audiovisual e do cinema no país tem se mostrado cada vez mais evidentes pelos tensionamentos políticos e midiáticos. Evidente também é  o cerceamento desse direito por parte dos interesses corporativos e econômicos, historicamente gerados pelas políticas públicas privatistas e concentradoras de poder dentro do setor da comunicação, do cinema, do jornalismo, das mídias sociais e das tecnologias da informação em geral.

É contra essa matríz política segregadora e excludente que vários movimentos historicamente vem lutando e se posicionando para contrapôr um sistema capitalista e uma forma de organização das açoes governamentais sob a lógica de venda de conhecimento, de informação, de utilização do acesso à arte e à cultura, a transformação de bens públicos sociais em um grande mercado do entretenimento. É também na luta contra a hegemonia dessa matriz de políticas que os festivais das Semanas do Audiovisual (SEDAs) surgem em meados de 2009 por várias cidades do país, pensando novos circuitos e novas produções nos cernes dos debates, no acumulo de outros movimentos e que, até o momento histórico deste texto, vem propondo essas discussões na perspectiva de proporcionar o diálogo, a visibilidade e o debate dessas contradições e demandas, reivindicatórias.

Estamos falando da latente necessidade de constituir políticas públicas, recursos e estruturas para a produção, veiculação, difusão e circulação de conteúdos midiáticos e audiovisuais de nichos sociais que somente com muita dificuldade ou privilégios conseguem efetivar o ato de se comunicar. Estamos falando de acesso. O direito à comunicação para além do ato de receber informações, mas também produzi-la, com saúde, dignidade e autonomia de qualquer cidadão.

No município de Campinas, essa falta de políticas públicas para o setor de multimídias – o que incluí o audiovisual – não é diferente de outras realidades do país. A única política de investimento à cultura na cidade é o Edital anual “Fundo de Investimento à Cultura de Campinas (FICC)”, onde, além de contemplar um ínfimo número de projetos de cada nicho por ano, tem curadoria e seleção de um mesmo grupo: um Conselho Municipal de Cultura vencido e ilegitimo que há mais de 6 anos seleciona e premia à portas fechadas; mesmo com uma nova conferência de cultura realizada em 2014 legitimamente eleita por vários setores da cultura e da sociedade civil, ainda não foi atualizado pelo poder público municipal. Outra política cultural realizada pelo poder público municipal atual é o do “quem pode mais, chora menos” ou até do “quem não chora, não mama”. Politicas de balcão, pautadas pelo critério da méritocracia e/ou hegemônica e de “bons contatos” dentro da Secretaria de Cultura de Campinas-SP. Esse tipo de política é um desrespeitando as multiplas potencias culturais que pulsam no cotidiado  de Campinas e sua região, que negam as periferias e os diferentes níveis de acesso e possibilidade de participação na construção de em uma só cidade, comum para todos.

Em nossa posição de movimento independente – e com certo acumulo nesse percurso da SEDA – hoje conseguimos apontar com mais propriedade os buracos que as políticas municipais deixam nessa avenida que se diz “para todos” pisarem. Não, não estamos falando da Av. Francisco Glicério e nem de sua falta de mobilidade, diálogo e inclusão. Estamos cansados dessa falácia de participação e protagonismo que não se dá na efetividade das ações políticas. Estamos falando de uma política de cultura e de cinema para e com as várias realidades da cidade. Uma política popular para o cinema independente, alternativo, marginal, periférico, novo, de rua e outros que só surgirão quando houver espaço, políticas inclusivas e outros direitos garantidos.

Políticas para fazer audiovisual de luta onde se luta pelo saneamento básico, a energia elétrica, a água, o acesso à moradia, o direito de resposta. Um audiovisual que seja também expressão e instrumento de diálogo e criticidade, onde os donos do poder não destilam nada além das falas discriminatorias da imprensa empresarial e notícias de desapropriação, reintegração de posse e de criminalização da juventude, da pobreza, dos violados de seus direitos de se comunicarem. Um audiovisual que corresponda à tudo que é irreconhecível pelos padrões hegemônicos como sociedade.

Em seu sexto ano de atuação em Campinas, mais uma vez a  SEDA batalha por espaços de construção de voz, mas também de escuta de práticas culturais no campo da cultura, do digital, multimídia e audiovisual, em frentes temáticas de luta social na cidade, no estado e no país. O grito audiovisual que resiste faz tempo, mas que os mecanismos de veiculação  deixam de escutar e não querem ver.

A quem interesse o debate: Estamos num país onde a democratização dos meios de comunicação, está longe de acontecer efetivamente, numa conjuntura de cinema brasileiro onde o debate sobre cinema público, difusão e circulação livre de obras audiovisuais enquanto política inclusiva e de direito e bem cultural comum – muitas vezes pagos com dinheiro público – tem uma disputa de interesses comerciais imenso.

A liberdade de expressão é chamada de ofensas às famílias de bem e de racismo ao contrário. Mas o que esperar de uma cidade que nunca teve uma política que assumisse o compromisso do acesso ao cinema fora dos centros e das elites, do capital, dos oligopólios, o que esperar de uma cidade que majoritariamente sempre teve como referência e prioridade de circuitos comerciais de cinema dentro de shoppings centers e de um “jornalismo” que publica somente a voz do poder e dos grandes best-sellers nas grandes empresas e grupos da comunicação privado? O que esperar dos festivais mais rentáveis serem os mais visibilizados e, claro, os que re-produzem o grande glamour das novelas e das outras fofocas que re-afirmam o modelo padrão branco, masculino e alisado das capas dos periódicos. O que esperar do que dá manutenção a tudo isso?

Partimos daí. Enquanto for necessário existir, resistiremos.

Mais informações e a programação completa:

https://moinhocoletivo.wordpress.com/programacao-seda/

Transmissão ao vivo pela web da Semana:

http://socializandosaberes.net.br/

http://midialivrevaijao.art.br/web-tv-ao-vivo/

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CAMPANHAS TEMÁTICAS – SEDA

SEDA Louca:

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Local da Foto: Centro de Convivência – Tear das Artes

Proposta dentro da temática da Saúde Mental, Luta Antimanicomial e produção artística e multimídias de usuários e trabalhadores dos serviços de saúde mental em Campinas. Traça linhas de discussão da identidade cultural, formas de expressão artística e a desconstrução de esteriótipos que aprisionem as práticas e participações sociais dos sujeitos nos espaços institucionais. Pauta filmes que expandam essas formas de vida, práticas culturais e a construção de espaços sociais comuns a todos.

SEDA Preta:

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Produzida por coletivos atuantes no movimento negro e nas práticas culturais de matriz africana, tem a intenção de trazer filmes que tenham a direção e/ou roteiro assinadas por pessoas que se considerem negras, para disparar um debate temático com os realizadores sobre a representatividade negra na TV e no Cinema brasileiro, passando, claro, pelos processos produtivos do audiovisual, como também o acesso as tecnologias dessas representatividades no setor do audiovisual.

SEDA Rua:

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Local da foto: Praça Bento Quirino

Na perspectiva de trabalhar o espaço público e em quem nele se insere, identifica, vive e disputa culturalmente; Nesta campanha, a ocupação do espaço público é a grande discussão ética e estética, os filmes só trazem o debate dos direitos ao espaço público, a desconstrução da imagem e estereótipos já consolidados. Para partir a uma ampliação/expansão de repertório destas práticas culturais mal vistas pela sociedade em geral. Por meio de filmes que trabalhem as categorias e sujeitos que disputam a rua e que vivem a realidade nos grandes centros. Entre eles, grafiteiros, skatistas, artistas, pessoas em situação de rua, performances, interventores urbanos, artistas, entre outros.

SEDA Gêneros:

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Local da foto: Casa de Cultura Fogo Fátuo – Casa de Cultura Andorinhas

Para os debates sobre gêneros, transgêneros, LGBTT, lutas e participação das mulheres dentro do campo do audiovisual e da comunicação, entre outras questões que somente filmes feitos por essas representatividades trazem e se desenham como política necessária nos campos institucionais, de serviços e de direitos. A Seda Gêneros já é realizada pelo terceiro ano consecutivo e consolida seu mosaico de práticos com filmes que trazem a transgressão dos espaços sócias do homem. Hoje, as mulheres estão em todos os espaços e quem a igualdade de gênero.

SEDA Memória:

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Local da Foto: Ocupação de Moradia Joana Darc

A Seda memória traz o a exibição de filmes e a participação de convidados para o debate sobre os novos paradigmas do digital e das multimídias, na questão das organizações de acervo e memória individual e coletiva nos dias atuais. Os desafios de se organizar, disponibilizar, publicizar e veícular informações nas redes sociais de forma a agregar na discussão as formas de representatividade midiática.

SEDA na Mídia:

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Local da Foto: Casa de Cultura Tainã

Trabalha na perspectiva de trazer filmes, pessoas e participações para debater os meios produtivos da comunicação em geral, especificamente do audiovisual, rádio e tv, traçando uma linha que transversaliza a democratização da comunicação e o acesso do ato de se comunicar como um direito humano.

SEDA Juventudes:

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Este ano vai trabalhar as práticas da juventude na atualidade, com um recorte do que significa a redução da maioridade penal na sociedade, traz um debate do que traduz a juventude na perspectiva social, da construção de espaços de lazer e cultura e a produção midiática da juventude, principalmente juventude negra.

 

SEDA Práticas Culturais Periféricas:

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Local da foto: Praça da Igreja, s/n – Monte Cristo – Região Parque Oziel

A Seda Práticas Culturais Periféricas é forjada aos poucos e ganha corpo somente na V semana do audiovisual, em que percebe essa necessidade de discutir as práticas culturais, identidades, subjetividades e pertencimento das periferias de Campinas e região, traçando debates específicos para dar visibilidade e das formas de produzir a vida.

SEDA Trabalho:

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Local da Foto: Praça Rui Barbosa

Também é uma construção nova da Semana e vem no ano de 2015 com filmes para debater o universo do trabalho, suas contradições, seu campo de importância nas construções de relações sociais, as categorias, sindicatos e as regulamentações dos campos de atuação do trabalho informal, arte-educação, cultura, audiovisual independente, entre outras formas que abarcam e participam da sociedade como um todo.

 

SEDA em Formação:

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Local da foto: Horta Comunitária Parque Itajaí Região Campo Grande

É a campanha dos aprendizados e formações da Semana do Audiovisual, entre todos os espaços que são pautados por oficinas, palestras, seminários, debates, vivências, produção partilhada, intercâmbio cultural, circulações de agentes, entre outras formas de aprendizagem social.

 

SEDA Intervenção:

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Local da foto: Praça Rui Barbosa

Intervencionar o centro da cidade e a vida, gerar processos desconstrutivos a partir da linguagem intervenção urbana, periféica. Ocupação de espaços públicos, performance, transmídia, entre outras revoluções na ordem do cotidiano.

SEDA Exposição:

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Local da Foto: Museu da Imagem e do Som de Campinas (MIS)

Trazer aos espaços públicos culturais, na linguagem exposição, as correntes vanguardistas, periféricas, marginais e independentes. Toda e qualquer pauta que não encontre espaço de vasão e fruição artística nas enrigecidas institucionalidades da sociedade. Que imagens e que vozes ocuparão os salões de arte e de cultura da nossa contemporaneidade?

SEDA Educação Libertadora:

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Local da Foto: Escola Municipal André Tosello

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parceria entre educandos e educadores ou vice versa (sempre uma relação pedagógica problematizadora que não anula nenhum destes dois pólos da educação, o educador e o educando; para evitar claramente a educação neoliberal com o tal foco no cliente que tende a anular a presença e a importância do sujeito educador enquanto sujeito e não objeto de políticas de teor neoliberal). Temáticas poéticas, alternativas, artísticas, pedagógicas, questionadoras e problematizadoras que vão além do mero registro filmográfico a critico.

SEDAlogos

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