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SEDA2016
O Coletivo Moinho e o Cineclube Catavento, juntamente com outros coletivos, grupos e Espaços de Cultura de Campinas, convidam todas e todos a participar da construção da VI SEDA – Semana do Audiovisual Campinas, que acontecerá na próxima segunda­feira, 18 de abril, às 19h, no Museu da Imagem e do Som de Campinas. A partir de reuniões abertas, efetivam­se trabalhos para a organização do festival integrado e colaborativo na perspectiva da realização da mostra de filmes temáticos selecionados, debates, oficinas de audiovisual e tecnologias, intervenções urbanas, intercâmbios culturais de realizadores, teatro, música, dança, ocupações de espaços públicos e todas as atividades relacionadas às novas linguagens multimídias e audiovisuais, em vários espaços da cidade. Esse ano a Semana do Audiovisual Campinas acontecerá na primeira semana de agosto.
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A Semana do Audiovisual – SEDA é um festival de audiovisual e multimídias que normalmente acontece de forma integrada com aproximadamente 100 SEDAs espalhadas por cidades do Brasil e América Latina. É por princípio um festival alternativo e independente, um evento comunitário, inclusivo, descentralizado e plural, que incentiva e estimula a produção e a discussão de obras audiovisuais nacionais no micro e no macro, numa perspectiva de incidir como tecnologia social para organização, formação e participação de grupos, coletivos e movimentos de cada cidade nas temáticas selecionadas.
O objetivo é produzir, formar, refletir, debater e propor temáticas artísticas, sociais e populares por meio das linguagens audiovisuais nas múltiplas formas de expressão alternativa. Incentivar também a produção colaborativa e partilhada na construção de espaços cognitivos e interconectados, por meio de processos e obras audiovisuais, para protagonizar outras realidades e narrativas sociais em Campinas­SP e em outras cidades.
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De 2011 a 2015, muitas construções coletivas, muitos diálogos, muitas trocas, muitas circulações e intercâmbio de filmes, produções audiovisuais livres que voaram entre os espaços públicos da cidade e marcaram muita gente. Muitas histórias, produções, formações, intervenções, encontros, conexões, vínculos, afetos, entre outras sensações e emoções sociais geradas a partir dos estimulos e inspirações audiovisuais. Nesses cinco anos de Semana do Audiovisual, passaram cerca de 5 mil pessoas pelo festival, mobilizando cerca de 500 produtores e realizadores do setor, circulando cerca de 150 produções audiovisuais nacionais alternativos e/ou independentes.
Tem o intuito de compor em cada localidade na perspectiva da rede SEDAs, a circulação e intercâmbio de filmes, programas de web­TV e rádio, fotografias, imagens, sons e músicas; enfim, tanto as experiências audiovisuais de seus realizadores, como também a proposição de formações e práticas em tecnologias e pedagogias livres que possibilitem expressões e produções partilhadas de conhecimento entre as pessoas envolvidas.
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A SEDA traz a perspectiva da participação, composição e organização das temáticas sociais e populares dentro das potencialidades das linguagens multimídias e propõe a construção de um debate temático por meio dos atores e protagonistas da localidade. Assim, ao passo que se amplifica e aprofunda os debates e pautas das diversas frentes temáticas, também se faz encontrar a identidade e pertencimento das questões sociais colocados entre grupos e a apropriação tecnológica e linguística de suas realidades.
O conceito da curadoria da Semana do Audiovisual é fazer circular, difundir e debater obras audiovisuais nacionais que tenham um caráter independente e/ou alternativo, que sejam atuais e de interesse social e a partir de temáticas identitárias e subjetivas de grupos, coletivos e organizações que não são representadas nos meios hegemônicos, construir espaços de diálogo acessíveis, horizontais e democráticos de construções do saber.
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Entre as campanhas temáticas já realizadas e que propõem a curadoria dos filmes na Semana do Audiovisual estão:
SEDA Louca
E uma proposta de temática da Saúde Mental e Luta Antimanicomial na produção artística e multimídias de usuários e trabalhadores dos serviços de saúde mental em Campinas. A proposta traça linhas de discussão da identidade cultural, formas de expressão artística e a desconstrução de esteriótipos que aprisionem as práticas e participações sociais dos sujeitos nos espaços institucionais. Também possibilita trazer filmes que expandam essas formas de vida, práticas culturais e a construção de espaços sociais comuns.
SEDA Preta
 
Produzida por coletivos atuantes no movimento negro e nas práticas culturais de matriz africana, essa temática tem a intenção de trazer filmes que tenham a direção e/ou roteiro assinadas por pessoas que se considerem negras, para disparar um debate com os realizadores sobre a representatividade negra na TV e no Cinema brasileiro, passando, certamente, tanto pelos processos produtivos do audiovisual, como também o acesso às tecnologias dessas representatividades no setor do audiovisual.
SEDA Rua
perspectiva de trabalhar o espaço público e em quem nele se insere, identifica­se, aonde se vive e se disputa culturalmente. Nesta campanha, a ocupação do espaço público é a grande discussão ética e estética; e os filmes tem a função de trazer o debate dos direitos ao espaço público e da desconstrução da imagem e estereótipos já consolidados. Isso possibilita partir de uma ampliação/expansão de repertório dessas práticas culturais mal vistas pela sociedade em geral. E isso é possível por meio de filmes que trabalhem as categorias e sujeitos que disputam a rua e que vivem a realidade nos grandes centros; entre eles: grafiteiros, skatistas, artistas, pessoas em situação de rua, performances, interventores urbanos, artistas, entre outros.
 
SEDA Gêneros
Estimula os debates sobre gêneros, transgêneros, LGBTT, lutas e participação das mulheres dentro do campo do audiovisual e da comunicação, entre outras questões que somente filmes feitos por essas representatividades trazem e se desenham como política necessária nos campos institucionais, de serviços e de direitos. A Seda Gêneros consolida seu mosaico de práticas com filmes que trazem a transgressão dos espaços sociais do homem. Atualmente, as mulheres estão em todos os espaços e querem a igualdade de gênero.
SEDA Memória
A Seda Memória traz a exibição de filmes e a participação de convidados para o debate sobre os novos paradigmas do digital e da multimídia na questão das organizações de acervo e memória individual e coletiva nos dias atuais. Trata­se dos desafios de se organizar, disponibilizar, publicizar e veicular informações nas redes sociais de forma a agregar na discussão as formas de representatividade midiática.
 
SEDA Memória
A Seda Memória traz a exibição de filmes e a participação de convidados para o debate sobre os novos paradigmas do digital e da multimídia na questão das organizações de acervo e memória individual e coletiva nos dias atuais. Trata­se dos desafios de se organizar, disponibilizar, publicizar e veicular informações nas redes sociais de forma a agregar na discussão as formas de representatividade midiática.
SEDA Juventudes
Dentre outras possibilidades, pretende­se trabalhar as práticas da juventude na atualidade com um recorte do que significa a redução da maioridade penal na sociedade. Isso possibilita trazer um debate do que se traduz a juventude na perspectiva social, da construção de espaços de lazer e cultura e sua produção midiática, principalmente a que se refere a juventude negra.
SEDA Práticas Culturais Periféricas
A Seda Práticas Culturais Periféricas foi forjada aos poucos e ganhou corpo somente na V Semana do Audiovisual, em que se percebe a necessidade de se discutir as práticas culturais, identidades, subjetividades e pertencimento das pessoas nas periferias de Campinas e região, traçando debates específicos para dar visibilidade às formas de se produzir a vida.
SEDA Trabalho
uma construção nova na edição da Semana no ano de 2015, trazendo filmes para se debater o universo do trabalho: suas contradições, seu campo de importância nas construções de relações sociais, as categorias, sindicatos, as regulamentações,o trabalho informal, a arte e educação; enfim, suas especifidades políticas e culturais representadas na produção audiovisual independente.
SEDA em Formação
É uma campanha para aprendizados e formações na Semana do Audiovisual; isto é, em todos os espaços, são incentivadas e promovidas oficinas, palestras, seminários, debates, vivências, produção partilhada, intercâmbio cultural, circulações de agentes entre outras formas de aprendizagem social.
Saiba mais, participe, reflita, circule, transforme, questione, inter­ája:
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