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por Felipe Garcia:

O Coletivo Moinho vem desenvolvendo, desde o segundo semestre de 2012, ações vínculadas ao cineclubismo dentro de escolas da rede municipal de ensino de Campinas. As experimentações audiovisuais ou, a abertura destes espaços de reflexão e cognição no ambiente escolar, vêm permitindo o exercício de vivências interessantes para entender o quanto produções audiovisuais são potentes para gerar ou iniciar aprendizados específicos.

Entre as tantas possibilidades de encontros audiovisuais entre pessoas, experiencia-se e interage em si com cada obra apresentada e isso se resignifica com o grupo que participa das ações cineclubistas. Cada participante traz o seu olhar do que assistiu, e destes olhares é que aparecem as faíscas de todos esses movimentos do imaginário: a experiência de vida de cada aluno sendo identificada pelo que está sendo discutido ali na tela, levantado pelo que foi exibido e posteriormente transbordado a sua efervescência crítica, o exercício de seu olhar transformado sobre aquilo que viu, algo que se renova e acumula em seu consciente cognitivo.

 

Mosaico

Cineclubismo nas escolas – encontros audiovisuais

Com curtasmetragens de ficção, reportagens midiáticas independentes, produções mídialivristas expontâneas na internet, animações e documentários de variados temas, tudo foi se tornando material didático para trazer discussões pontuais e permear conceitos abertos e circulares dentro e fora da sala de aula. O que pode ser chamado de ocioso quando se está no universo da internet, aqui está sendo chamado de aprendizagem espontânea, formação livre, interações mapeadas pelos próprios interesses dos alunos, tudo por meio de links de vídeos e filmes em reprodutores como youtube, vimeo, construções narrativas de músicas, a desconstrução de mensagens comunicacionais de propagandas, entre outras coisas, tudo é tomado aqui como aprendizado legitimo e passível de trabalho.

Os exercícios é que trazem as ferramentas, elementos e dispositivos para a cocriação cognitiva da vivência, e a matéria prima do aprendizado a ser desenvolvido na busca pela evolução humana dos alunos. Tudo isso por meio da extensão do imaginário que se torna um filme reproduzido numa tela, dentro de uma sala escura. E destes fragmentos significativos, propoê-se a transformação, transcendência para algo dentro de seu universo, de seu contexto social e histórico, para a localidade de sua cultura, para o âmbito de seu âmago.

É o primeiro passo para as expressões e pensares sobre realidades externas ao convívio dos alunos, posteriormente sobre as problemáticas que trazem as suas próprias realidades e finalmente com o que mais lhê apetece discutir e aprofundar. Essas lacunas divagativas vem trazendo para os alunos a conexão temática com outras disciplinas, como também a descontrução do fazer e produzir audiovisual da cultura da televisão, numa escala fora do mercado convencional, mais próxima das tecnologias que já estão em seu cotidiano, propondo novos métodos de aprendizados mais livres e de menor imposição.

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